Análise: Left 4 Dead 2


Zombies, frigideiras, guitarras, moto-serras, katanas. Modo cooperativo online. 4 jogadores.

O que poderia correr mal?

Produtora Valve
Lançamento 17/11/2009
PC:          starstarstarstar
Xbox 360: starstarstarstarnostar

Há pouco mais de um ano a Valve deslumbrou os amantes dos mortos vivos com um shooter que se concentrava no multiplayer e teve um sucesso enorme no meio da industria. Falo pois de Left 4 Dead. A 17 de Novembro deste ano a sequela para este jogo chegou às lojas, e com ela a produtora Americana prometeu levar a experiência do jogo original até o próximo nível, e digo desde já  que o conseguiram, tornando a acção mais frenética, mais exigente e sem dúvida alguma mais divertida.

A nível visual, o motor gráfico encontra-se praticamente intacto, tendo apenas alguns ajustes aqui e ali que só os mais atentos irão notar. Os cenários por outro lado sofreram uma agradável mudança, passando das ruas cheias de fumo do jogo original para os parques de diversões e pântanos de Left 4 Dead 2. Existem também níveis que irão passar-se durante o dia (no original para quem não sabe apenas podíamos jogar na escuridão da noite), isto ajuda a melhorar o detalhe dos cenários, tornando-os mais vivos e coloridos. As animações também foram alvo de algumas mudanças muito bem conseguidas, os Infected têm uma aparência muito mais real e ocasionalmente é possível vê-los a “sprintar” e a tropeçar, o que os torna de certa forma mais “vivos”. O nível de gore está estupendo nesta sequela, e não são só as decapitações ou os órgãos espalhados pelo chão, os Infected literalmente são despedaçados quando descarregamos munições sobre eles. Cartuchos de Shotguns são bem capazes de separar um corpo de um inimigo a meio sem esforço nenhum, mostrando depois o interior do nosso último alvo. Escusado dizer que isto não é um jogo para todas as idades.

Os efeitos sonoros estão também melhorados em relação ao titulo original, desde o som das armas, passando pelos Infected e a banda sonora. Durante todo o jogo sentimos que podemos deparar-nos com uma quantidade assustadora de Infected no virar da próxima esquina, isto devido ao facto de estarmos sempre a ouvir os tradicionais “gemidos” de zombies. Podem contar com varias musicas novas, e algumas que foram trazidas do original para esta sequela.

Se gostaram da acção do primeiro jogo, do perigo constante, e da exigência de alguns níveis, Left 4 Dead 2 não vos vai desiludir. Podem contar com cinco modos de jogo, incluindo o singleplayer, muitas armas de fogo novas, uma maior variedade de Infected e três novos tipos de Infected especiais. Entre estes temos o Spitter que lança um ácido verde para o chão que provoca dano a qualquer um que esteja sobre a área afectada, o Charger que tem um braço enorme e o utiliza para lançar-nos ao chão enquanto corre na nossa direcção, e por fim temos também o Jockey que é bastante rápido e esguio, e uma das suas habilidades é saltar-nos para cima fazendo com que o jogador perca o controlo da personagem enquanto este Infected esteja agarrado a ela. A Witch foi também alvo de uma modificação, podendo agora movimentar-se pelo cenário, tornando-a assim mais mortífera e perigosa. A Valve decidiu introduzir também armas para combate corpo a corpo. guitarras eléctricas, tacos de cricket e frigideiras são só alguns exemplos. Isto facilita um pouco a vida aos sobreviventes, pois torna-se um pouco mais fácil sairmos do meio de um grupo de Infected fazendo apenas saltar algumas cabeças com um taco de baseball.

O jogo encontra-se muito mais exigente desta vez, momentos que irão até frustrar muitos dos jogadores hardcore do titulo original, o que neste caso nem é um aspecto negativo, porque é este nível de exigência imposto pela Valve que obriga a uma equipa de quatro jogadores a realmente trabalhar em equipa, visto que obriga a muita comunicação, coordenação e sobretudo entreajuda. É neste principio que está fundada a mecânica de Left 4 Dead 2 e é aqui que aqueles jogadores que sentem mais dificuldade em conversar com a equipa irão sentir muita dificuldade em passar o jogo em co-op nas dificuldades mais elevadas.

É de notar também que o enredo desta vez está muito mais desenvolvido, é notório que a produtora teve o cuidado desta vez de elaborar mais a historia. O enredo passa-se no Sul da América. Encarnamos na pele de um dos quatro sobreviventes de um ataque de Infected. A história começa com o nosso grupo a chegar ao topo de um edifício, em Savannah e vêem-se a serem deixados para trás numa cidade infestada de zombies esfomeados prontos para atacar tudo o que vêem. Iremos defrontar hordas de Infected em parques de diversão, centros comerciais e pântanos.

Se gostaram do primeiro e querem mais é certamente recomendado Left 4 Dead 2. Para quem não gostou do original é muito pouco provável que vá encontrar aqui algum tipo de diversão. Embora apresentando um grafismo idêntico ao do original, mostra cenários mais vivos e diferentes mudando das ruas urbanas do primeiro titulo para áreas mais diversificadas. Infelizmente notam-se alguns slowdowns na versão da Xbox 360 em relação à versão para Windows.



4 Comments

  1. muito bom, dos poucos jogos que gosto do genero

  2. epa.. vi jogar isto num pc.. e digo.vos que nao quero.. obrigado.. talvez nao saiba ou nao conheça algo do jogo.. mas para mim nao quero..

  3. Sim o jogo tá bom, é certo. Os novos elementos adicionados ao 1º jogo tornam este muito melhor, mas é necessário ver que nem tudo é um mar de rosas. Mesmo sabendo que a o jogo foi desenvolvido principalmente para jogar online, a “inteligência” dos bots deixa muito a desejar (podem procurar no youtube há imensos videos), entre outras coisas, mas tudo menores. O jogo passa-se no Sul da América e não na América do Sul, e este jogo ao contrario do 1º tem uma “história”, a Valve já conta mais sobre a infecção e as personagens interagem mais entre si, o que torna o jogo mais realista.

    Recomendo ^^

  4. tens razão, uma pequena gafe. Corrigido.